{"id":634,"date":"2016-04-11T16:21:49","date_gmt":"2016-04-11T16:21:49","guid":{"rendered":"http:\/\/scma-cbt.com\/?page_id=634"},"modified":"2018-08-06T14:17:33","modified_gmt":"2018-08-06T14:17:33","slug":"visitas-ao-mosteiro-de-arnoia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/scma-cbt.com\/?page_id=634","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Bento de Arnoia"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Irmandade da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de S. Bento de Arnoia<\/strong>, surgiu por disposi\u00e7\u00e3o testament\u00e1ria do Comendador Geraldo Jos\u00e9 da Cunha, falecido no Rio de Janeiro- Brasil, em 1863, atrav\u00e9s da qual, deixou 4 contos de reis e um pequeno aposento no Mosteiro de Arnoia, para constitui\u00e7\u00e3o de um pequeno Hospital.<\/p>\n<p>Com a extin\u00e7\u00e3o das Ordens Religiosas, em 1834, pelo Ministro Ant\u00f3nio Aguiar (conhecido como Mata Frades), no Reinado de D. Pedro IV, o Mosteiro de Arnoia, foi vendido em parcelas, tendo v\u00e1rios propriet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os primeiros estatutos da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia foram aprovados pelo Rei D. Lu\u00eds I <strong>em 14 de Julho de 1867<\/strong> e pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jos\u00e9 Joaquim de Azevedo e Moura em <strong>8 de Janeiro de 1868<\/strong>.<\/p>\n<p>Em<strong> 1868<\/strong>, come\u00e7ou a funcionar o <strong>Hospital Civil de S. Bento de Arnoia<\/strong>, ap\u00f3s o aumento do fundo de garantia de 4 contos para 28, com os donativos do Visconde da Lapeira, Pe. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Dias da Motta, Joaquim Lopes Bastos e outros que preferiram o anonimato.<\/p>\n<p>O Hospital apenas tinha capacidade de internamento de 3 a 4 doentes e o m\u00e9dico realizava visitas \u00e0s enfermarias uma vez por m\u00eas, no entanto, em 1918, devido a dificuldades financeiras e falta de benemer\u00eancias, foi obrigado a encerrar.<\/p>\n<p>Em 10 de Abril de 1927, o hospital reabriu, ap\u00f3s a doa\u00e7\u00e3o de duas partes do antigo convento beneditino, por Ant\u00f3nio Alves Bastos, que arrematou em pra\u00e7a p\u00fablica, propositadamente no Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as em 1921, e que ficavam juntas \u00e0s primitivas instala\u00e7\u00f5es do Hospital e a disposi\u00e7\u00e3o testament\u00e1ria de cerca de 200 contos, de Albino Alves Pereira, em 1925.<\/p>\n<p>Quando reabriu, o n\u00famero de internamentos foi elevado ao dobro e havia visita do m\u00e9dico, duas vezes por semana \u00e0s enfermarias. Apesar das melhorias em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 data de encerramento, s\u00f3 em 1931, come\u00e7ou a evolu\u00e7\u00e3o e crescimento do movimento Hospitalar, nomeadamente com a contrata\u00e7\u00e3o do Dr. Afonso Teixeira da Mota, que realizava visitas di\u00e1rias \u00e0s enfermarias.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 30, foi inaugurada uma Sala de Opera\u00e7\u00f5es equipada, iniciaram-se consultas gratuitas aos pobres do concelho; o n\u00famero de internamentos foi elevado e integraram no Hospital, as Irm\u00e3s da Caridade da Ordem Franciscana Hospitaleira Portuguesa, que dignificaram a qualidade dos servi\u00e7os prestados no Hospital.<\/p>\n<p>A Liga Protetora do Hospital foi criada em 1937, com o intuito de angariar fundos para o hospital, atrav\u00e9s de pedit\u00f3rios, venda de postais e flores e realiza\u00e7\u00e3o de Festas de Caridade. Era constitu\u00edda pelas senhoras, das mais ilustres casas do concelho, contudo em 1937, foi extinta, ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o da Mesa pelo Governador Civil em 19 de Julho.<\/p>\n<p>De Julho de 1937 at\u00e9 Janeiro de 1950, a Santa Casa e o Hospital eram geridos por Comiss\u00f5es Administrativas, nomeadas pelo Governador Civil de Braga.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, com a Comiss\u00e3o Administrativa presidida pelo Dr. Francisco Xavier de Meireles, o Hospital foi ampliado, atrav\u00e9s da Auto de expropria\u00e7\u00e3o da parte que faltava adquirir, do Mosteiro , ap\u00f3s grande empenho do Dr. Francisco Meireles e o Diretor Clinico do Hospital, Dr. Afonso Maria Teixeira da Mota, que se deslocaram v\u00e1rias vezes a Lisboa.<\/p>\n<p>Em 14 de Outubro de 1945, as obras de amplia\u00e7\u00e3o foram inauguradas, na presen\u00e7a do Ministro do Interior e e o Subsecret\u00e1rio de Estado da Assist\u00eancia Social.<\/p>\n<p>Com a amplia\u00e7\u00e3o do Hospital, os servi\u00e7os hospitalares foram divididos em Medicina e Cirurgia, aumentaram o n\u00famero de m\u00e9dicos e o n\u00famero da capacidade de internamentos, foi elevado em m\u00e9dia, aos 55 em 1949. Por\u00e9m, devido \u00e0s dificuldades financeiras o n\u00famero de internamentos teve de ser restrito, para evitar o encerramento do hospital.<\/p>\n<p>Em 8 de Janeiro de 1950, ocorreu a elei\u00e7\u00e3o da Mesa e Conselho Fiscal para o tri\u00e9nio de 1950 \u2013 1953, onde votaram os irm\u00e3os inscritos,\u00a0 anteriormente a 12 de Maio de 1935 e foi eleito o Comendador Justino Mota Ribeiro (provedor de 1926 a 1937).<\/p>\n<p>O Comendador Mota Ribeiro, encontrou a Santa Casa e o Hospital muito endividado e foram feitos muitos esfor\u00e7os para evitar o encerramento do Hospital.<\/p>\n<p>Posteriormente em 1956, com a Provedoria do Dr. Jo\u00e3o Bastos, m\u00e9dico de profiss\u00e3o, o n\u00famero de internamentos voltou a aumentar, bem como o n\u00famero de consultas, curativos e inje\u00e7\u00f5es a externos.<\/p>\n<p>Desde 1954, com o Dr. Bartholo, come\u00e7aram a ser realizadas grandes cirurgias, continuadas pelo Dr. Albino Aroso e equipa, que muito dignificaram e engrandeceram o Hospital.<\/p>\n<p>Importa referir que as grandes cirurgias no Hospital, tiveram in\u00edcio com o Dr. Jos\u00e9 Aroso, em 1937, que durante 6 anos, veio do Porto, propositadamente uma vez por m\u00eas, por amor e dedica\u00e7\u00e3o aos pobres doentes e ao Hospital.<\/p>\n<p>Durante os anos 50 e 60, ocorreu o\u00a0 aumento das especialidades do Hospital: Medicina, Cirurgia, Obstetr\u00edcia, Radiologia, Servi\u00e7o de luta anti-r\u00e1bica e luta anti-tuberculosa e Pediatria.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m durante os anos 60, que foram tomadas dilig\u00eancias para construir um novo hospital na Vila de Celorico de Basto. Foi comprado um terreno na Vila, constitu\u00edda uma comiss\u00e3o, para a constru\u00e7\u00e3o de um novo\u00a0 Hospital e noticiada a sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, devido \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o de 1974\u00a0 e, nacionaliza\u00e7\u00e3o dos Hospitais das Miseric\u00f3rdias em 1976, nunca chegou a ser constru\u00eddo um novo\u00a0 Hospital em Celorico de Basto, apenas um Centro de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em 20 de Janeiro de 1974, por disposi\u00e7\u00e3o testament\u00e1ria de D. Maria Ol\u00edmpia Teixeira Mota Guedes, foi inaugurado o Lar de Idosos, que funcionava no r\u00e9s-do-ch\u00e3o, do edif\u00edcio do Mosteiro.<\/p>\n<p>Com a inaugura\u00e7\u00e3o do Centro de Sa\u00fade na Vila, em 1982, todo o edif\u00edcio do Mosteiro foi devolvido \u00e0 Miseric\u00f3rdia e foram realizadas obras de adapta\u00e7\u00e3o a Lar, conclu\u00eddas em 1984.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o n\u00famero de val\u00eancias da Miseric\u00f3rdia, aumentou e atualmente det\u00eam as val\u00eancias de:<\/p>\n<ul>\n<li>Servi\u00e7o de Apoio Domicili\u00e1rio (1988)<\/li>\n<li>Creche e Pr\u00e9-escolar (1990)<\/li>\n<li>Unidade de Cuidados Continuados de Longa Dura\u00e7\u00e3o e Manuten\u00e7\u00e3o de S. Bento de Arnoia (2013)<\/li>\n<li>Unidade de Medicina F\u00edsica e de Reabilita\u00e7\u00e3o (2014)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Toda a hist\u00f3ria da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia encontra-se detalhada na Exposi\u00e7\u00e3o \u201c150 Anos de Mem\u00f3rias\u201d e pode ser visitada sob marca\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n<p><strong>Contactos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Telf. \u2013 255 321 477<\/strong><\/p>\n<p><strong>Email &#8211;\u00a0 geral@scma-cbt.com<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Irmandade da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de S. Bento de Arnoia, surgiu por disposi\u00e7\u00e3o testament\u00e1ria do Comendador Geraldo Jos\u00e9 da Cunha, falecido no Rio de Janeiro- Brasil, em 1863, atrav\u00e9s da qual, deixou 4 contos de reis e um pequeno aposento no Mosteiro de Arnoia, para constitui\u00e7\u00e3o de um pequeno Hospital. 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